segunda-feira, 28 de abril de 2014

Como mudar a página inicial do seu navegador/browser de Internet: Internet Explorer, Firefox, Chrome, Safari, Opera

Como mudar a página inicial do seu navegador/browser de Internet: Internet Explorer, Firefox, Chrome, Safari, Opera [en] How to change the home page of your web browser

Algumas pessoas dão importância à página inicial do seu navegador de Internet, por uma questão de tempo ou comodismo por ter a acessibilidade de utilizar uma pagina que é a primeira coisa abrem no dia, ou a página que mais frequentemente utilizam, qualquer que for a razão, por motivos profissionais, pessoais ou lazer.

Dessa forma, vou explicar como pode definir a página inicial do seu navegador para os quatro principais navegadores de Internet atualmente utilizados, sendo eles Microsoft IE: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome, Apple Safari.


Microsoft Internet Explorer
1. Clique no botão «Ferramentas» (roda dentada no canto superior direito)
2. Clique na opção «Opções de Internet»
3. Na janela que abre, escolha a aba «Geral»
4. Na caixa de texto "Home Page", introduza o URL do site que pretende
5. Na opção "Inicializar", escolha «Iniciar com home page»
6. Clique «OK» ou «Aplicar» e feche a janela.


Mozilla Firefox
1. Clique no botão «Firefox» (laranja no canto superior esquerdo)
2. Clique na opção «Opções» e depois «Opções»
3. Na janela que abre, escolha a aba «Geral»
4. Na caixa de texto "Página inicial", introduza o URL do site que pretende
5. Clique «OK».


Google Chrome
1. Clique no botão «Personalizar e controlar» (traços no canto superior direito)
2. Clique na opção «Definições» (ou «Configurações» em algumas versões)
3. Na opção "Inicialização", escolha «Abre uma página específica» e depois clique em «Definir páginas»
4. Na janela que abre, na caixa de texto "Adicionar uma nova página", introduza o URL do site que pretende
5. Clique «OK»


Apple Safari
1. Clique no botão «Ferramentas» (roda dentada no canto superior direito)
2. Clique na opção «Preferências»
3. Na janela que abre, escolha a aba «Geral»
4. Na caixa de texto "Página inicial", introduza o URL do site que pretende
5. Feche a janela.


Opera
1. Clique no botão «Ferramentas»
2. Clique na opção «Preferências»
3. Na janela que abre, escolha a aba «Geral»
4. Na caixa de texto "Página inicial", introduza o URL do site que pretende
5. Clique «OK».

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Fundamentos do Design: Fontes Tipográficas

Blog Post: Fundamentos do Design: Fontes Tipográficas [en] Fundamentals of Design: Typographic Fonts

Índice
1. Definição de “Fonte Tipográfica"
2. História da Tipografia
3. Tipos de letra
4. Tipografia
5. Origem dos “Serifs”
6. Sans Serif (Sem Serifa)
7. Fontes Com Serifas
    7.1. Bodoni
    7.2. Garamond
    7.3. Times New Roman
8. Fontes Sem Serifas
    8.1. Akzidenz Grotesk
    8.2. Arial
    8.3. Gill Sans
    8.4. Helvética
    8.5. Optima
    8.6. Univers
    8.7. Verdana
9. História das letras Maiúsculas / Minúsculas
10. Caixa Alta
    10.1. Uso de caixa alta
11. Terminologia tipográfica
    11.1. Typeface
    11.2. Baseline
    11.3. Kerning
    11.4. Tracking
12. Corpo da letra
13. Design gráfico
    13.1. História do design gráfico
14. Bauhaus
    14.1. Histórico
    14.2. Projecto de ensino
    14.3. Curiosidades
    14.4. Nomes ligados à Bauhaus

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1. Definição de “Fonte Tipográfica"

Uma fonte tipográfica (ou simplesmente fonte) que, em português correcto, se deve dizer tipo - tal como em galego, castelhano, italiano, etc. - é um padrão, variedade ou colecção de caracteres tipográficos com o mesmo desenho ou atributos e, por vezes, com o mesmo tamanho (corpo). Assim, dizemos correctamente tipo Garamond, tipo Arial, tipo Baskerville, ou tipo redondo, tipo itálico. A utilização errónea do anglicismo fonte com o sentido de tipo tem sido principalmente disseminada desde a década de 80 por usuários de computadores anglicizados e por programas Microsoft deficientemente traduzidos para português, a partir do termo inglês font (do latin fundita, do verbo fundere, fundir), que nada tem a ver com a palavra fonte do português (do latim fonte, a que corresponde fount ou fountain em inglês). O processador de texto Microsoft Word em versão portuguesa de Portugal usa a expressão tipo de letra em vez de fonte.

A expressão fonte tipográfica é eventualmente usada como um sinónimo de família tipográfica, mas isso é um engano, a família tipográfica é o conjunto de variações de determinada fonte (itálico, versalete, etc.).


2. História da Tipografia

Antes da tipografia digital não havia confusão entre fonte (que não era usada em português de Portugal) e família tipográfica. No passado, onde e quando era usada, fonte era uma referência de peso ou quantidade de tipos. Além disso, cada conjunto de um determinado corpo (tamanho) de tipo era adquirido separadamente, isso valia também para as variações do tipo (itálico, versalete, etc.).

Hoje, quando alguém adquire uma determinada família tipográfica, na maioria dos casos, está adquirindo um arquivo digital com todos os possíveis corpos (tamanhos) e muitas vezes as variações do tipo também. Isso deve-se ao fato dos tipos digitais serem vectoriais, portanto, escalonáveis, ou seja, não é necessário produzir cada corpo do tipo.

É curioso que a palavra fonte, onde era usada, tenha sobrevivido à mudança tecnológica, isso talvez se deva ao fato de que nem sempre uma fundidora de tipos digitais ofereça todas as variações de uma determinada família em apenas um conjunto. Por exemplo, uma versão versalete pode não pertencer a um conjunto de uma determinada família. Logo seria necessário adquirir a "fonte versalete" daquela família separadamente.

Portanto, a princípio, a fonte ou, mais correctamente, o tipo, refere-se apenas a cada conjunto, mesmo que incompleto, de uma família tipográfica. Mas como isso não tem a mesma importância que já teve o termo fonte tem sido usado como sinónimo de família, pois a maioria dos tipos não existe mais fisicamente.


3. Tipos de letra

É importante, acima de tudo, perceber que a escrita - com pincel, pena, lápis ou caneta - evoluiu da mão. Apesar de hoje estarmos habituados a um mundo digital é importante lembrar que foi à mão que a escrita foi inventada. Alguns de nós não se lembram de um mundo sem computadores. A grande maioria de nós, senão mesmo todos, não nos lembramos da ausência da máquina de escrever e duvido que alguém vivo se lembre da ausência do jornal e portanto da prensa. Claro que as coisas evoluíram de um modo exponencial, mas isso já se aplica a quase todos os ramos da nossa sociedade. Nada parece andar devagar nos dias de hoje. Enquanto que há 100 ou 200 anos os tipos de letra se contavam pelos dedos de uma mão, no máximo duas, hoje em dia facilmente um utilizador doméstico de um computador ultrapassa o limite imposto pelo sistema sobre quantos tipos de letra pode ter instalado.


4. Tipografia

A tipografia (do grego typos — "forma" — e graphein — "escrita") é a arte e o processo de criação na composição de um texto, física ou digitalmente. Assim como no design gráfico em geral, o objectivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à comunicação impressa. Tipografia também é um termo usado para a gráfica que usa uma prensa de tipos móveis.

Na grande maioria dos casos, uma composição tipográfica deve ser especialmente legível e visualmente envolvente, sem desconsiderar o contexto em que é lido e os objectivos da sua publicação. Em trabalhos de design gráfico experimental (ou de vanguarda) os objectivos formais extrapolam a funcionalidade do texto, portanto questões como legibilidade, nesses casos, podem acabar sendo relativas.

No uso da tipografia o interesse visual é realizado através da escolha adequada de fontes tipográficas, composição (ou layout) de texto, a sensibilidade para o tom do texto e a relação entre texto e os elementos gráficos na página. Todos esses factores são combinados para que o layout final tenha uma “atmosfera” ou “ressonância” apropriada ao conteúdo abordado. No caso da mídia impressa, designers gráficos (ou seja, os tipógrafos) preocupam-se com a escolha do papel adequado, da tinta e dos métodos de impressão.

Por muito tempo o trabalho com a tipografia, como actividade projectual e industrial gráfica, era limitado aos tipógrafos (técnicos ou designers especializados), mas com o advento da computação gráfica a tipografia ficou disponível para designers gráficos em geral e leigos. Hoje qualquer um pode escolher uma fonte (tipo de letra) e compor um texto simples num processador de texto. Mas essa democratização tem um preço, pois a falta de conhecimento e formação adequada criou uma proliferação de textos mal diagramados e fontes tipográficas mal desenhadas. Talvez os melhores exemplos desse fenómeno possam ser encontrados na Internet.

O conhecimento adequado do uso da tipografia é essencial aos designers que trabalham com diagramação, ou seja, na relação de texto e imagem. Logo a tipografia é um dos pilares do design gráfico e uma matéria necessária aos cursos de Design. Para o designer que se especializa nessa área, a tipografia costuma se revelar um dos aspectos mais complexos e sofisticados do design gráfico.

Texto em itálico, texto a negrito, Invenção da imprensa. A tipografia clássica baseia-se em pequenas peças de madeira ou metal com relevos de letras e símbolos — os tipos móveis. Tipos rudimentares foram inventados inicialmente pelos chineses. Mas, no século XV, foram redescobertos, por Johann Gutenberg, com a invenção da prensa tipográfica. A diferença entre os tipos chineses e os de Gutenberg é que os primeiros não eram reutilizáveis. A reutilização dos mesmos tipos para compor diferentes textos mostrou-se eficaz e é utilizada até aos dias de hoje, constituindo a base da imprensa durante muitos séculos. Essa revolução que deu início à comunicação em massa, foi chamada pelo teórico Marshall McLuhan como o início do “homem tipográfico”.

Mesmo com o invento dos computadores e da edição electrónica de texto, a tipografia permanece viva nas formatações, estilos e grafias.


5. Origem dos “Serifs”

Tipos de letra Serif são aqueles a que vulgarmente chamamos tradicionais. São tipos de letra que encontramos em livros antigos. O Serif é o nome que se dá àquelas pequenas perninhas e arredondados nas pernas e pontas das letras. Podemos considerar os tipos de letra "Black Letter" como os primeiros tipos Serif. São tipos de letra em que apenas existem as maiúsculas e são geralmente bastante trabalhadas. Um exemplo é o "Old English".

Eram letras muito rebuscadas, muito trabalhadas e complicadas e, na sua grande maioria, de difícil leitura! Estávamos no século XV quando se iniciava, talvez, a maior revolução tipográfica que veio com o renascimento e a admiração da simplicidade grega e romana nas artes. Foi nesta altura que as letras minúsculas foram criadas e adaptadas à prensa de Gutenberg, a qual tinha sido inventada há pouco tempo. Mas apesar de ser um tipo novo de letra foi intitulado de "Antiqua" pois foi inspirado nas letras Gregas e Romanas, mas com minúsculas. Mais tarde estas letras passaram a ser conhecidas como "Old Style" ou "Humanist Antiqua". Engraçado ver que são estes tipos de letras (ou suas réplicas) que hoje são usados para dar um aspecto moderno e avançado a um texto. Letras como o Garamond, Minion ou Jenson. São letras com uma espessura relativamente uniforme e que mesmo assim, em muitos casos, mantinham um aspecto de terem sido feitas à mão especialmente com a criação do itálico que também apareceu por esta altura. O itálico era considerado um pouco "alternativo" e não fazia parte da tipografia tradicional.

As coisas evoluíram lentamente até ao século XVIII quando começou a aparecer um outro tipo de escrita. Pode-se chamar uma época de transição. Será talvez o ponto mediano entre aquilo que hoje chamamos os tipos modernos e os tipos "Old Style". Deste estilo de transição fazem partes tipos de letra conhecidos de todos nós como o “Times Roman” e “Baskerville”. A espessura já e visivelmente diferente no traço horizontal, diagonal ou vertical, criando mais contraste entre as próprias letras. As letras são mais simétricas e começam a evidenciar um aspecto mais mecânico e menos artesanal. São letras bastante neutras pela sua fácil leitura e acabam por ser, ainda hoje, usadas em todo o tipo de situações em que a concentração na leitura é essencial. O “Times Roman” ainda hoje é o tipo de letra escolhido na grande maioria dos livros e até como fonte "default" nos processadores de texto dos computadores:

Este tipo de letra continuou a evoluir até se tornar rebuscado, levando os Serifs a extremos e dificultando até a leitura. Estes tipos de letras - chamados de modernos - rapidamente passaram de moda por isso mesmo. Os Serifs começaram a ser muito compridos e finos, aumentando o contraste das letras de tal forma que o leitor tinha mesmo de se esforçar para manter a sua atenção no texto. Claro que isto ajudou à evolução e criação de uma nova categoria: o Sans Serif.


6. Sans Serif (Sem Serifa)

Sans Serif que é isso mesmo: sem o Serif. Apesar de já aparecer em textos mais antigos, foi apenas em 1920 e 1930 que esta categoria de letras realmente se afirmou e cresceu. É quase inacreditável que até então não se tivesse pensado em retirar os Serifs das letras, mas se pensarmos que as letras nasceram da escrita, é fácil perceber a dificuldade que alguém a escrever com tinta tinha em manter uma linha perfeita, uniforme, e sem algum borrão nos pontos onde parava ou levantava a caneta. Assim percebe-se, até certo ponto, a origem dos Serifs.

Quando apareceram os primeiros textos feitos com este tipo de letra - Sans Serif - o efeito foi tal que o primeiro nome que lhe deram foi de "grotesco". Claro que com o passar do tempo e a evolução do design para movimentos como o Bauhaus, o lado estético foi, até certo ponto, ignorado e o design só o era quando era prático e útil. O maior exemplo desta época e deste tipo de letra talvez seja o Futura:

No entanto não foi a Futura que ficou conhecida como tipo de letra Sans Serif. Esse título ficou para a Helvética. Apesar de revolucionário, esta nova categoria não eliminou a anterior, mas sim complementou-a e deu-nos mais opções sobre o que usar, quando e onde.

Este muito pequeno resumo acerca dos tipos de letra é talvez útil para se poder escolher tipos de letra adaptados ao tipo de trabalho que estamos a fazer. O tipo de letra provoca um impacto bastante importante no leitor e poderá fazer a diferença entre capturar a sua atenção ou deixa-lo distrair-se. Não vamos escrever textos Shakespeareanos num tipo Sans Serif, nem vamos tentar uma venda agressiva com um tipo Serif. No entanto a maioria dos projectos de design criam um problema de termos que conjugar dois ou mais tipos de letra, sem que se destaquem de tal forma que choquem a vista (a não ser que seja esse o objectivo). Geralmente para um projecto destes, o ideal é usar a mesma família de tipo de letra nas suas variantes (negrito, itálico). Por vezes é preferível arriscar uma certa tipo de letra “standard” e ter um projecto com uma fonte apenas, do que criar contrastes sem significado e despropositados.

7. Fontes Com Serifas

7.1. Bodoni
Bodoni é o nome de uma família tipográfica ou fonte.
A Bodoni foi criada por Giambattista Bodoni, considerado um dos maiores tipógrafos do Século XVIII.

7.2. Garamond
A palavra garamond refere-se aos tipos originais criados por Claude Garamond para sua tipografia em 1530. Atualmente, várias famílias tipográficas são comercializadas como interpretações dos tipos originais de chumbo, bastante populares e muito usadas na composição de texto corrido. Considerando-se que estas famílias são a própria Garamond, esta é uma das fontes mais antigas ainda em uso.
A Garamond divide com a Times New Roman o posto de fonte serifada mais popular do mundo (sendo o tipo serifado mais utilizado na França, seu país de origem).
Garamond é a fonte utilizada no Logotipo do Google Inc.

7.3. Times New Roman
A Times New Roman é uma família tipográfica serifada criada em 1932 para uso do jornal inglês The Times of London. Hoje é considerada um dos tipos mais conhecidos e utilizados ao redor do mundo (em parte devido ao fato de ser a fonte padrão em diversos processadores de texto). Seu nome faz referência ao jornal (Times) e ao facto de ser uma releitura das antigas tipografias clássicas (new roman).
Times New Roman é uma fonte que foi adaptada de tal forma que possui excelente legibilidade, misturando curvas clássicas e serifas, o que permite que seja usada tanto em livros e revistas quanto em textos publicitários e até relatórios de empresas.
A relação com a Microsoft: Uma versão da Times New Roman foi produzida pela Monotype para a Microsoft e foi distribuída em todas as cópias do Microsoft Windows desde a versão 3.1. Era utilizada como fonte padrão em muitos aplicativos de software, especialmente navegadores e processadores de texto. A Microsoft, no entanto, procura substituir a Times New Roman com uma nova fonte sans-serif, Calibri.


8. Fontes Sem Serifas

8.1. Akzidenz Grotesk
Akzidenz Grotesk é uma antiga tipografia criada em 1898 pela type foundry Berthold em Berlim.
Esta Sans Serif tornou-se um grande sucesso e foi muito imitada por várias fundições de tipos. Como todas as sans serif da época, Akzidenz Grotesk era principalmente usada como um tipo display, entretanto foi incluída uma caixa-baixa bastante aceitável para textos.
Akzidenz Grotesk foi provavelmente cortada por algum experiente porém anónimo puncionista (artífice que grava punções, em inglês: punchcutter) da Berthold.

8.2. Arial
Arial é uma família de fontes sem-serifa, ou seja, um conjunto de fontes (como Arial Bold, Arial Italic, Arial Bold Italic) derivadas da fonte "padrão" Arial (ou Arial Regular). Também pode designar uma fonte específica, a Arial Regular (normalmente não se utiliza o termo "regular" para uma fonte sem negrito, itálico, condensada ou expandida).
A Arial é conhecida entre os designers gráficos pela sua semelhança com um tipo bastante famoso na história do design moderno, a Helvetica da Linotype. No entanto, são comuns as críticas à Arial que atribuem-lhe um papel de "cópia inferior da Helvetica". De fato, porém, a Arial é inspirada no desenho de uma outra fonte, a Akzidenz Grotesk (a qual também serviu de inspiração ao desenho da Helvetica).
Origem: Esta fonte foi desenvolvida como uma fonte bitmap sem-serifa por Robin Nicholas e Patricia Saunders em 1982 nos escritórios da Monotype no Reino Unido, por encomenda da IBM, a qual usava uma fonte similar, a Helvetica, adquirida à Linotype, na impressora IBM 4250. Talvez tenham pedido à Monotype para desenvolver uma fonte sem serifa e metricamente igual à Helvetica, para efeitos de compatibilidade, pelos elevados custos de licenciamento cobrados pela Linotype. Esta nova fonte seria incluída numa nova série de impressoras a laser (IBM 3800).
A Monotype então cria uma fonte baseada numa já existente, a Monotype Grotesk, metricamente semelhante à Helvetica, mas com leves alterações quanto à forma e ao espaçamento entre letras, de forma a ser mais legível em monitores em várias resoluções. Nesta altura, julga-se que o nome Arial não existia, e a IBM denominou-a "Sonora Sans" (e a Times New Roman por "Sonora Serif").

8.3. Gill Sans
A Gill Sans é uma fonte tipográfica sem serifa criada por Eric Gill de 1927 a 1930. É uma das primeiras fontes caracterizadas como grotescas, tendo influenciado o projecto de diversas outras, como a Helvetica.

8.4. Helvética
A Helvetica é uma família tipográfica sem-serifa, considerada como uma das mais populares no mundo. Devido às preocupações que originaram o seu desenho, é uma das fontes mais associadas ao modernismo no design gráfico.
A Helvetica foi desenvolvida por Max Miedinger em 1957 para a tipografia suíça Haas’sche Schriftgießerei. Seu título é derivado de helvetia, o nome latino da Suíça. A fonte é baseada numa tipografia mais antiga chamada Akzidenz Grotesk, criada em 1898. A Helvetica, originalmente chamada Haas-Grotesk, é uma fonte sem serifa bastante limpa e um dos princípios de seu projecto foi a máxima legibilidade.

8.5. Optima
Optima é uma família de fontes sem-serifa desenhadas por Hermann Zapf entre 1952 e 1955. Em 2002, Hermann Zapf em colaboração com Akira Kobayashi, director de arte na Linotype GmbH, redesenharam e criaram uma variante, a Optima Nova. Esta nova família de fontes apresenta a fonte no estilo itálico, de forma "verdadeira" (ao contrário da original); assim como uma série de fontes condensadas, e a Optima Nova Titling com ligaduras.
Esta fonte é comercializada com outros nomes por outras empresas. A Bitstream comercializa com o nome de Zapf Humanist; a WSI Fonts com o nome de Optane; a Rubicon com o nome de Opulent; CG Omega; Eterna.

8.6. Univers
A Univers é uma família tipográfica sem-serifa bastante popular. Foi desenhada por Adrian Frutiger e publicada pela Deberny & Peignot em 1957. A fonte é conhecida pela sua limpeza e legibilidade a longas distâncias.
A Univers foi uma das primeiras famílias a serem desenhadas pensando-se em todas as suas variações e tamanhos. Frutiger criou um sistema próprio para a categorização dos tipos, usando um código de números ao invés de nomes (são 21 variações ao todo, incluindo as itálicas, negritos, estendidas, etc). A versão regular é reconhecida pelo código 55, as itálicas possuem números pares e as demais, ímpares.

8.7. Verdana
Verdana é uma família tipográfica sem-serifa concebida pelo designer Matthew Carter para a Microsoft Corporation, e com colaboração no hinting manual (hand-hinting) de Tom Rickner da Agfa Monotype.
Origem: A verdana foi publicada em 1996 pela Microsoft e passou a ser distribuída em cada edição de seu sistema operacional Windows, no Microsoft Office e com o Internet Explorer (desta forma a fonte está difundida tanto em Windows quanto em Mac OS). Além disso, uma versão reduzida da verdana (com menos grafemas que a versão original), denominada e inserida no pacote Core fonts for the Web, esteve disponível para download gratuito no sítio oficial da Microsoft durante bastante tempo, de forma a que pudesse ser utilizada em qualquer sistema que suportasse fontes TrueType. Consequentemente, hoje em dia, a verdana está instalada na maioria dos computadores, mesmo em Unix e Linux. A versão Core fonts for the Web da verdana ainda está disponível para download em sites externos; ver a secção Ligações externas.


9. História das letras Maiúsculas / Minúsculas

No Latim clássico não existia a distinção entre maiúsculas e minúsculas. Todos os textos eram escritos com letras semelhantes àquelas que hoje conhecemos como as maiúsculas. Aquilo a que hoje chamamos as letras minúsculas, ou em caixa baixa, nada mais é do que a imitação das letras das inscrições em pedra pelos escrivãos que as tinham de desenhar em suportes mais parecidos com o papel (sobretudo o papiro). A diferença entre a letra imitada e a minúscula criada deve-se às características dos diferentes instrumentos de escrita usados, martelo e escopro no primeiro caso, cálamo ou pena no segundo. No essencial, a criação da maior parte das letras minúsculas deu-se entre o Séc. IV e o Séc. VI. Algumas letras minúsculas não foram criadas de todo, isto é, os símbolos usados são os mesmos das maiúsculas, sendo representados com um tamanho ligeiramente inferior. É o caso, por exemplo, do C, do K, do X ou do Z.

Quando surgiram, as minúsculas não eram vistas como um complemento às maiúsculas, mas como uma alternativa para a escrita cursiva (caligrafia). Quer isto dizer que um escrivão recorria só a umas ou só a outras, não as misturando.

A ideia de que maiúsculas e minúsculas constituem alfabetos tipográficos diferentes e complementares (podendo, por exemplo, uma palavra ter a primeira letra em caixa alta e as restantes em caixa baixa), nasce durante a Idade Média. Quando a escrita e a cultura se refugiam nos mosteiros, os livros passam a ser vistos como objectos artísticos que valem não só pelo seu conteúdo mas também pelo seu aspecto físico. Assim, as iluminuras medievais desenvolvem a arte das maiúsculas nas letras que iniciam cada capítulo de um livro. É por isso que, ainda hoje, se chama Capitular à letra maiúscula, maior do que as restantes, que inicia um texto.

Durante este período, o cânone da escrita deixou de ser a inscrição na pedra, para passar a ser o desenho no papel. Deste modo, as letras maiúsculas, mais difíceis de usar em caligrafia, caíram em desuso para os textos correntes, sendo vistas como algo de arcaico mas elegante, próprio dos tempos glorificados da antiguidade. É assim que nasce a noção inconsciente de que as maiúsculas são para coisas mais importantes do que as minúsculas. Começa-se então a usar maiúsculas para dar ênfase a determinadas palavras, como nomes próprios.

Por outro lado, o uso da gramática latina entra num processo de degradação irreversível, com a consequente introdução de inovações e alterações que levarão à morte do Latim e ao nascimento das línguas românicas modernas como o Português. As funções gramaticais das palavras e as orações deixam de ser identificadas pela flexão gramatical do Latim (as declinações). Assim, surge a pontuação e as maiúsculas passam a marcar o início das frases.

No Alemão todos os substantivos são grafados com a primeira letra em caixa alta. Também no Inglês essa regra foi seguida até ao Séc. XVIII e no Neerlandês até 1948. A profusão de maiúsculas nas letras iniciais de palavras e em títulos de obras é um traço típico das línguas germânicas que teve o seu auge durante o Séc. XVIII, havendo, desde então, uma evolução para um uso mais moderado. Tradicionalmente, as línguas latinas foram sempre mais comedidas no uso das maiúsculas (por exemplo, nos títulos de obras, pela tradição e segundo as normas académicas, apenas a primeira palavra tem a letra inicial em caixa alta).


10. Caixa Alta

Caixa alta é uma expressão usada para referir a escrita com letras maiúsculas. É o mesmo que versais ou capitais. Caixa baixa, por seu turno, corresponde à escrita com letras minúsculas.

A terminologia caixa alta e caixa baixa é usada em todos os sectores e profissões editoriais (editores, revisores, grafistas, jornalistas). Maiúsculas e Minúsculas são os termos usados na Linguística, nas Letras e Humanidades em geral e no ensino.

Na tipografia, os caracteres móveis — inicialmente em madeira e mais recentemente em chumbo — estão dispostos numa caixa dividida internamente, formando caixas mais pequenas (os “caixotins”). Para facilitar o acesso do compositor aos caracteres, a caixa é colocada sobre um cavalete inclinado. A parte contendo os caracteres mais usados (as minúsculas, a pontuação mais comum, os espaços, os algarismos) ficava num plano mais baixo, mais acessível — era a caixa baixa. A parte com as maiúsculas, os caracteres acentuados e sinais e símbolos menos usados ficava no topo — era a caixa alta.

Assim, com o tempo usar a caixa alta passou a significar “escrever em maiúsculas”, enquanto usar a caixa baixa significa “escrever em minúsculas”.

É comum o uso das abreviaturas C.A. (caixa alta) e c.b. (caixa baixa).

10.1. Uso de caixa alta
A forma como as letras em caixa alta são usadas, varia muito de país para país, havendo claramente uma tradição germânica e uma dos países latinos. Mesmo dentro de cada país há diferentes regras em uso conforme o editor e a finalidade dos textos em causa.

Na língua portuguesa existem várias normas em uso. Até ao aparecimento da informática, as regras de uso das maiúsculas e minúsculas eram mantidas pelos compositores, que as transmitiam “de mestre para discípulo”. O desaparecimento desta profissão (passando a composição do texto a ser feita pelos próprios autores dos textos nos seus computadores) e o facto de as normas serem transmitidas oralmente quase não existindo fontes escritas levaram a uma certa desorganização nesta área, como em outras da tipografia.

Hoje em dia, assiste-se a um processo quase imparável de esquecimento, abandono e adulteração das tradições da tipografia e da composição em Língua Portuguesa e de adopção sistemática de normas de outras línguas, sem que haja sequer consciência desse processo.

Em Portugal, as normas sobre maiúsculas de virtualmente todos os manuais e livros de estilo em vigor derivam das normas da Imprensa Nacional, incluindo o já célebre Código de Redacção Interinstitucional da União Europeia. Contudo, as alterações introduzidas desde o Acordo Ortográfico de 1945 à norma das citações bibliográficas não foram acatadas pelo meio académico e científico (que tem continuado a usar largamente o sistema de caixa alta apenas na letra inicial da primeira palavra).


11. Terminologia tipográfica

Antes de iniciar a criação e manipulação de texto, convém ter algumas noções básicas sobre a terminologia tipográfica que algumas opções do Flash usam.

11.1. Typeface
Typeface ou fonte é um conjunto completo de caracteres (caixa alta, caixa baixa, números, caracteres especiais, etc.) desenhados num estilo específico. Por exemplo a mesma palavra com diferentes typefaces pode parecer bastante diferente.

11.2. Baseline
A baseline no texto é uma linha imaginária onde os caracteres se apoiam.

11.3. Kerning
Kerning é o espaço entre um par de caracteres. Cada fonte pode ter valores de kernings especiais fazendo com que alguns caracteres estejam mais próximos entre si do que os restantes, dependendo da sua forma. Por exemplo, as maiúsculas A e V, quando seguidas têm formas complementares pelo que são colocadas mais próximas do que o A e o N.

11.4. Tracking
Tracking é o espaço entre caracteres numa linha de texto. Este espaço, ao invés do kerning, é uniforme. Pode ser facilmente confundido com o kerning, mas o kerning apenas se aplica entre pares específicos de caracteres enquanto que o tracking se aplica a todo um conjunto de texto.


12. Corpo da letra

Os artistas gráficos trabalham com as diferentes emoções que suscitam tipos de letras (fontes), tamanhos, cores, ângulos, transparências, movimentos (no caso da web-art), posicionamento na folha, etc.

A letra tem um poder de não apenas juntar-se a outras formando palavras de forma descompromissada e sem consequências que possam ir além do conteúdo do enunciado, mas tem o que se chama de "corpo". A diferença em relação ao nosso corpo é que este é significado por cada sujeito, que transforma a sua carne em corpo através da sua relação com o Outro. Assim, a matéria biológica carne passa a ter uma representação simbólica e imaginária tornando-se corpo. Já no caso da letra, a sua "carne" ou substrato ou forma, é significada pelo sujeito que lê. Ou pelos sujeitos que lêem. Mas curiosamente, não de maneiras tão imensamentes diferentes. Ou seja: existe um certo acordo na corporização da carne da letra, geralmente para sujeitos de um mesmo grupo social. Este acordo é estudado pelos artistas gráficos que tentam transmitir uma mensagem através desse "algo mais" que a letra tem, mensagem esta que chegue suscitando mais ou menos a mesma coisa no maior número de pessoas possível.

A grafologia também se ocupa das letras, mas me parece ainda mais difícil analisar algo tão infinitamente diverso quanto as produções de diferentes sujeitos, em diferentes momentos e estados de espírito, com diferentes lápis ou canetas e assim por diante e cujo resultado é quase, e por que não dizer, único.

O uso de frases longas ou curtas também colabora enquanto "comunicação-não-verbal". Em uma conversa onde há empatia e acordo entre os participantes há uma regulação do volume, timbre e tempo (tamanho das frases) de cada um. Quando a conversa "vai bem", geralmente as falas tem a mesma duração. Isso pode ser reproduzido na conversa das salas ditas virtuais através do tamanho das frases.


13. Design gráfico

O design gráfico é uma forma de comunicação visual. É o processo de dar ordem estrutural e forma à informação visual, trabalhando frequentemente a relação de imagem e texto. Podendo ser aplicada a vários meios de comunicação, sejam eles impressos, digitais, audiovisuais, entre outros.

O profissional que realiza esse tipo de função é o designer gráfico. No entanto, mesmo existindo uma formação específica para essa área, vários tipos de profissionais actuam como designers gráficos – notoriamente os publicitários especializados em design gráfico assim como ilustradores e artistas gráficos.

Tradicionalmente os princípios do design gráfico estavam ligados a um formalismo e o funcionalismo. Actualmente, com o desenvolvimento da Internet e da teoria do design de informação, há uma preocupação maior com a informação e o papel do usuário no design gráfico.

13.1. História do design gráfico
O design gráfico é uma actividade que tem as suas origens na pré-história com as primeiras representações visuais. Mas é só no final do século XIX (quando há uma separação mais definida entre designer, artista e artesão) que o designer gráfico começa a ganhar auto consciência. É claro que essa separação nunca foi absoluta e até hoje há debate sobre definições de design gráfico. O próprio termo design gráfico só é cunhado em 1922.


14. Bauhaus

A Staatliches Bauhaus (literalmente, casa estatal de construção, mais conhecida simplesmente por Bauhaus) foi uma escola de design, artes plásticas e arquitectura de vanguarda que funcionou entre 1919 e 1933 na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitectura, sendo uma das primeiras escolas de design do mundo.

14.1. Histórico
Sede da Bauhaus em Dessau, Alemanha. o Edifício foi projetado por Walter Gropius, diretor da escola.

A escola foi fundada por Walter Gropius em Weimar no ano de 1919, a partir da reunião da Escola do Grão-Duque para Artes Plásticas com a Kunstgewerberschule. A maior parte dos trabalhos feitos pelos alunos nas aulas-oficina foi vendida durante a Segunda Guerra Mundial. A intenção primária era fazer da Bauhaus uma escola combinada de arquitectura, artesanato, e uma academia de artes, e isso acabou como sendo a base de muitos conflitos internos e externos que se passaram ali.

Gropius pressentiu que começava um novo período da história com o fim da Primeira Guerra Mundial e decidiu que a partir daí dever-se-ia criar um novo estilo arquitectónico que reflectisse essa nova época. O seu estilo tanto na arquitectura quanto na criação de bens de consumo primava pela funcionalidade, custo reduzido e orientação para a produção em massa, sem jamais limitar-se apenas a esses objectivos. O próprio Gropius afirma que antes de um exercício puro do racionalismo funcional, a Bauhaus deveria procurar definir os limites deste enfoque, e através da separação daquilo que é meramente arbitrário do que é essencial e típico, permitir ao espírito criativo construir o novo em cima da base tecnológica já adquirida pela humanidade. Por essas razões Gropius queria unir novamente os campos da arte e artesanato, criando produtos altamente funcionais e com atributos artísticos. Ele foi o diretor da escola de 1919 a 1928, sendo sucedido por Hannes Meyer e Ludwig Mies van der Rohe.

A Bauhaus tinha sido grandemente subsidiada pela República de Weimar. Após uma mudança nos quadros do governo, em 1925 a escola mudou-se para Dessau, cujo governo municipal naquele momento era de esquerda. uma nova mudança ocorre em 1932, para Berlim, devido à perseguição do recém-implantado governo nazista.

Em 1933, após uma série de perseguições por parte do governo hitleriano, a Bauhaus é fechada, também por ordem do governo. Os nazistas que se opuseram à Bauhaus durante a década de 1920, bem como a qualquer outro grupo que tivesse uma orientação política de esquerda. A escola foi considerada uma frente comunista, especialmente porque muitos artistas russos trabalhavam ou estudavam ali. Escritores nazistas como Wilhelm Frick e Alfred Rosenberg clamavam directamente que a escola era "anti-Germânica," e desaprovavam o seu estilo modernista. Contudo, a Bauhaus teve impacto fundamental no desenvolvimento das artes e da arquitectura do ocidente europeu, e também dos Estados Unidos da América nas décadas seguintes - para onde se encaminharam muitos artistas exilados pelo regime nazista.

O principal campo de estudos da Bauhaus era a arquitectura (como fica implícito até pelo seu nome), e procurou estabelecer planos para a construção de casas populares baratas por parte da República de Weimar. Mas também havia espaço para outras expressões artísticas: a escola publicava uma revista chamada Bauhaus e uma série de livros chamados Bauhausbücher. O director de publicações e design era Herbert Bayer.

14.2. Projecto de ensino
Apesar de ter passado por diversas alterações em seu perfil de ensino à medida que a direcção da escola evoluía, a Bauhaus, de uma forma geral, acreditava que os seus próprios métodos de ensino deveriam estar relacionados às suas propostas de mudanças nas artes e no design. Um dos objectivos principais da Bauhaus era unir artes, artesanato e tecnologia. A máquina era valorizada, e a produção industrial e o desenho de produtos tinham lugar de destaque.

O Vorkurs - literalmente curso preparatório - era um curso exigido a todos os alunos e ministrado nos moldes do que é o moderno curso de Desenho Básico, fundamental em escolas de arquitectura por todo o mundo. Não se ensinava história na Bauhaus durante os primeiros anos de aprendizado, porque acreditava-se que tudo deveria ser criado por princípios racionais ao invés de ser criado por padrões herdados do passado. Só após três ou quatro anos de estudo o aluno tinha aulas de história, pois assim não iria influenciar suas criações.

14.3. Curiosidades
Actualmente a Bauhaus de Weimar mantém a sua liderança como uma das melhores universidades na Alemanha, leccionando sobretudo o ramo da arquitectura, mas estando também integrada num núcleo de outros pólos de ensino ligado às artes e de onde se destaca design, media, música, entre outros. O ensino da Bauhaus encontra-se intrínseco na própria forma de leccionar da escola actualmente, baseando-se muito na experimentação prática de ideias e na realização de seminários e workshops para confronto de conhecimentos. O edifício inicial projectado por Walter Gropius sofrera inúmeras modificações após a Segunda Guerra. Em 1994 inicia-se um processo de reforma visando restabelecer ao edifício sua condição original. O empreendimento foi promovido pela Fundação Bauhaus e coordenado pela arquitecta Monika Markgraf. Devido a inexistência do projecto original o trabalho foi árduo e concluído somente em 2007. Ainda hoje é o edifício principal do pólo da universidade, destacando-se o escritório de Walter Gropius, mantido inalterado.

14.4. Nomes ligados à Bauhaus
Alguns artistas e professores da Bauhaus:
Walter Gropius
Josef Albers
Marcel Breuer
Lyonel Feininger
Johannes Itten
Wassily Kandinsky
Paul Klee
Gerhard Marks
László Moholy-Nagy
Georg Muche
Hinnerk Scheper
Lyonel Feininger
Oskar Schlemmer
Joost Schmidt
Lothar Schreyer
Gunda Stölzl
Marianne Brandt
Dietmar Starke
Omar Akbar

Escritora ligada à Bauhaus:
Magdalena Droste, Autora de um livro de memorias cujo titulo é o mesmo que o da escola.

sábado, 19 de abril de 2014

Esquema para montagem de sistemas de som: Cabine de DJ | Estúdio de Rádio | Espectáculo ao Vivo | Estúdio de Gravação

Blog Post: Esquema para montagem de sistemas de som: Cabine de DJ | Estúdio de Rádio | Espectáculo ao Vivo | Estúdio de Gravação [en] Scheme for setting up sound systems

Esquemas básicos para montagem de sistemas de som em 4 diversos tipos de ambientes profissionais:
  • Cabine de D.J.
  • Estúdio de Rádio
  • Espectáculo ao Vivo
  • Estúdio de Gravação
Estes esquemas são apenas para efeitos educativos e académicos, se você não percebe de áudio e sistemas de som, não ficará a saber com estes esquemas. Necessita de conhecimento profundo sobre equipamentos, cablagem, ligações, etc. Se pretender montar um sistema de som de alta complexidade para o seu negócio, deverá contactar um profissional.

Esquema de sistema de som: Cabine de D.J.
Para montar um «sistema de som numa Cabine de DJ deverá ter uma mesa de mistura. Na mesa deverá ligar 1 ou mais equipamentos semelhantes dependendo das entradas que tem disponíveis e da necessidade que tem. Nas entradas deverá ligar o Computador no LineIn, Gira-discos no PhonoIn, Leitor de CD no LineIn, Microfone no MicIn. Nas saídas, Coluna amplificadora/auscultadores no BootOut, e no STOut sairá o áudio final que será emitido nas colunas, onde tem, Limitador > Equalizador > Amplificador > Colunas.


Esquema de sistema de som: Estúdio de rádio
Para montar um «sistema de som num Estúdio de Rádio» deverá no posto de emissão, uma mesa de mistura onde terá ligados múltiplos microfones nas entradas de MicIn conforme o número de pessoas que terão que falar, ligados nos LineIn os diversos sistemas de leitura de músicas e mesmo um ou mais computadores, terá também como saída no CROut os auscultadores para aqueles que também usam os microfones. Toda a mesa estará ligada ao Patch. Na parte da reggie, o sistema é da mesma forma, mas neste não terá que introduzir pistas de áudio (músicas), mas onde deverá gravar o áudio que passa pela mesa.


Esquema de sistema de som: Espectáculo ao vivo
Para montar um «sistema de som num Espectáculo ao vivo» é um dos sistemas mais complexos de montar porque não se reside a um único sistema de distribuição e recepção de áudio. Do lado mais junto à zona de espectáculo terá uma Stage Box onde todos os cabos estarão ligados de todos os equipamentos, a essa SB terá a recepção do áudio dos instrumentos e dos microfones, que estarão ligados à mesa de mistura, que por sua vez transmite esse áudio para os auscultadores dos artistas, nessa mesa será controlado que áudio cada AuxOut irá ouvir, por exemplo, o baterista não precisa de ouvir o seu instrumento mas ouve o cantor, e o cantor não precisa de se ouvir a cantar mas pode ouvir um ou mais instrumentos específicos. Todo o áudio, em separado, será transferido para a uma melhor mesa de mistura fora do palco, com um sistema LeftRight, essa mesa estará ligada à uma Rack que terá tudo o que é necessário para introduzir e gravar o áudio do sistema.


Esquema de sistema de som: Estúdio de gravação
Para montar um «sistema de som num Estúdio de Gravação» deverá ter como base principal uma mesa de mistura de alta qualidade. Na sala de captação que deverá ser devidamente isolada, terá ligado à mesa os múltiplos microfones ligados no MicIn, os múltiplos auscultadores no AuxOut onde irá controlar o que cada um deles irá ouvir. Na Reggie terá a mesa, onde terá colunas que irão reproduzir o som individual ou misturado para poder acompanha, terá também um sistema de gravação que irá gravar todas as pistas individuais que passam pela mesa. Ligado à mesa no LineIn terá ligado a rack onde terá todos os sistemas de leitura e equalização que irá necessitar para obter o melhor som.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Fatura da Sorte: Regras | Prémios | Valor dos prémios | Sorteios realizados

Blog Post: Fatura da Sorte

O concurso que vai premiar os portugueses que pedem faturas com número de contribuinte. Todas as semanas, o sorteio de um automóvel, que tem por finalidade "valorizar e premiar a cidadania fiscal dos contribuintes no combate à economia paralela e à evasão fiscal". À excepção de 17 de 24 de Abril que serão sorteados dois automóveis relativos às faturas de Janeiro, e em Junho e Dezembro que haverá sorteios extraordinários.

PRÉMIOS ATRIBUÍDOS
Data Faturas Prémio Localidade Vídeo
2014.04.17 207.321.890 Audi A4 (~40.000€) Amadora (Lisboa) rtp.play
2014.04.17 . Audi A4 (~40.000€) Ferreira do Alentejo (Beja) rtp.play
2014.04.24 . Audi A4 (~40.000€) Sintra (Lisboa) rtp.play
2014.04.24 . Audi A4 (~40.000€) Oeiras (Lisboa) rtp.play
2014.05.01 190.533.457 Audi A4 (~40.000€) Almada (Setúbal) rtp.play
2014.05.08 . Audi A4 (~40.000€) Tondela (Viseu) rtp.play
2014.05.15 . Audi A4 (~40.000€) Odivelas (Lisboa) rtp.play
2014.05.22 . Audi A4 (~40.000€) Monção (Viana do Castelo) rtp.play
2014.05.29 . Audi A4 (~40.000€) Guimarães (Braga) rtp.play
2014.06.05 212.428.443 Audi A4 (~40.000€) Arcos de Valdevez
(Viana do Castelo)
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2014.06.12 . Audi A4 (~40.000€) Guimarães (Braga) rtp.play
2014.06.19 . Audi A4 (~40.000€) Lisboa (Lisboa) rtp.play
2014.06.26 . Audi A6 (~50.000€) . .
2014.06.26 . Audi A6 (~50.000€) . .
2014.06.26 . Audi A6 (~50.000€) . .
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9 carros | 360.000 € | 397.855.347 faturas

1. SORTEIO
A "Fatura da sorte" tem um concurso semanal, que se realiza em dia, hora e local a designar pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). Haverá ainda um concurso extraordinário semestral, a realizar nos meses de junho e dezembro. O júri do concurso poderá ainda determinar outras datas, que deverão ser previamente publicitadas.

2. PARTICIPAÇÃO
São elegíveis as faturas de aquisição de bens e serviços por particulares com número de contribuinte que tenham sido comunicadas à AT até ao final do segundo mês anterior ao da realização do sorteio. Se for ?recibo verde?, terá de indicar no Portal das Finanças as faturas de compras efetuadas fora do âmbito da sua atividade profissional para que sejam elegíveis para efeitos do sorteio. Quem não quiser participar no concurso terá de comunicar à AT através do Portal das Finanças.

3. CUPÕES
"Fatura da Sorte": Consoante os valores globais das faturas são atribuídos mensalmente números sequenciais, designados por cupões "Fatura da Sorte". Os cupões terão o valor de dez euros e têm em conta o valor total das faturas, incluindo impostos. Ou seja, se tiver 30 euros em faturas, essas serão transformadas em três cupões de dez euros cada. Até ao dia 25 do mês anterior ao de cada sorteio, a AT disponibiliza informação sobre as faturas elegíveis a sorteio e a informação sobre os cupões "Fatura da Sorte" será fornecida até ao último dia do mês anterior ao de cada sorteio.

4. PRÉMIOS
Em cada sorteio regular é atribuído um prémio e em cada sorteio extraordinário são atribuídos três prémios de igual valor. Os prémios serão atribuídos em espécie, podendo consistir em automóveis, que serão entregues sem encargos adicionais. Até ao dia anterior ao sorteio, a AT divulga no Portal das Finanças a marca, modelo e características dos prémios a atribuir. A cada cupão só pode ser atribuído um prémio mensal de sorteios regulares e um prémio em cada sorteio extraordinário. Saiba mais pormenores sobre a forma como vão funcionar os sorteios aqui.

5. VALOR DOS PRÉMIOS
No caso dos sorteios regulares, o valor dos prémios a atribuir semanalmente terá o valor unitário igual ou inferior a 39.360 euros. No que diz respeito aos sorteios extraordinários, o valor do prémio será igual ou inferior a 51.660 euros. Para aferir este número, considera-se o valor de venda ao público, incluindo impostos.

6. ENTREGA DOS PRÉMIOS
A AT informa os vencedores através do envio de cartas com registo simples para o domicílio fiscal ou comunicações para o endereço eletrónico. Os prémios devem ser reclamados na direção de finanças do respetivo domicílio fiscal a partir do dia útil seguinte à notificação e serão entregues até ao 10º dia útil seguinte à reclamação. Tenha em atenção que o direito ao prémio caduca 90 dias após o sorteio.

7. RECLAMAÇÕES
Poderá apresentar uma reclamação por escrito no Portal das Finanças caso não lhe seja atribuído um cupão, tendo uma fatura legítima - tem 150 dias após a data da emissão da fatura, ou caso não lhe seja atribuído um prémio, tendo um cupão premiado - tem 10 dias a contar da data da realização do sorteio.

8. CARACTERISTICAS DOS CARROS
  • Audi A4
  • 2.0 TDI 136 CV
  • Cilindrada: 1.968 cc
  • Combustível: Gasóleo
  • Potência máxima: 136 cv
  • Consumo: 4,3 l (combinado)
  • Pneus: 225/55 R16
  • Audi A6
  • 2.0 TDI 177 CV
  • Cilindrada: 1.968 cc
  • Combustível: Gasóleo
  • Potência máxima: 177 cv
  • Consumo: 4,9 l (combinado)
  • Pneus: 225/55 R17

Mais informações em: https://faturas.portaldasfinancas.gov.pt/FatSorte

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Funcionamento dos microfones | Tipos de microfones

Blog Post: Funcionamento dos microfones

Como funcionam os microfones?
O microfone são equipamentos que transformam as vibrações mecânicas para sinal eléctrico. Para que isso aconteça eles usam um diafragma, que é uma membrana muito fina, que se movimenta de acordo com as vibrações sonoras.

Tipos de microfones
Existem principalmente dois grandes tipos de microfones: Dinâmicos (baratos, duráveis, aguentam quase todo o tipo de situações) e de condensador (caros, maior sensibilidade).

Diagrama polar da captação dos microfones
Microfones: Diagrama polar da captação

Cardióides - Captam com maior eficácia os sons emitidos na sua frente. À medida que a fonte sonora se desloca do eixo central do microfone, sua captação é reduzida. Desta forma, sons vindos de trás não são captados ou são captados com pequena intensidade.

Super-cardióides  e Hiper-cardióides - Captam além dos sons emitidos na sua frente, parte dos sons emitidos na parte de trás. Isto é bastante útil para aumentar o ganho do som, sem que haja microfonia.

Omnidirecionais - Captam o som da fonte não importando a direção em que este chegue a sua cápsula.

Bi-direcionais - Captam o som igualmente no eixo da cápsula (0º e 180º), rejeitando o som que chega a 90º e a 270º.


Técnicas para capturar estéreo
Microfones: Técnicas para capturar estéreo
*MS: Dois microfones, um cardióide ou omidireccional e um de forma 8


Especificações de resposta em frequência
Impedância: Representa de certo modo a sua resistência interna. Na aproximação mais simples deste conceito percebe-se que nos microfones de baixa impedância, inferior a 600 ohm, permite a montagem de cabos de grande comprimento até 10m sem perdas de sinal significativo enquanto nos mics de alta impedância com valores na ordem de 5000 ohm, em cabos com mais de 3 metros já ocorrem perdas significativas.

Sensibilidade: É a relação entre o nível eléctrico de saída do microfone e a pressão sonora incidente. A sensibilidade mede a tensão que o microfone produz, caracterizando a sua eficiência.

Ruído de fundo: Provocado pela resistência da bobina ou da fita, no caso dos mics dinâmicos; no caso dos microfones de condensador, resulta do ruído térmico das resistências e do ruído electrónico do pré-amplificador

Nível máximo de pressão sonora: É o nível de pressão sonora que o microfone admite correspondente a uma distorção harmónica total de 0.5% a 1000Hz.


sábado, 12 de abril de 2014

Análise da obra «Guernica» de Pablo Picasso

Análise da obra «Guernica» de Pablo Picasso

Para se entender a obra “Guernica” de Picasso, dividi o trabalho em quatro partes.
• História, que mostra a ideia de onde surgiu o nome e a sua história.
• Composição, que mostra as características da obra.
• Curiosidades, alguns pormenores da obra e a sua intenção.
• Sobre o Artista, que leva o leitor a conhecer um pouco sobre o artista para entender melhor a sua obra.



Índice
1. História
    1.1 – História da Guernica
    1.2 – A Guernica de Picasso
2. Composição
    2.1 – Composição da Guernica
    2.2 – Elementos da Guernica
3. Curiosidades e Folclore
    3.1 - Curiosidade e Folclore
    3.2 – Uma Guernica à Portuguesa
4. Sobre o Artista
    4.1 – Sobre o Artista
    4.2 – Algumas Citações do Artista
    4.3 – Algumas Obras do Artista


:: História  ::

História da Guernica
Guernica (em basco Gernika) é uma pequena localidade no norte de Espanha, no País Basco. Guernica foi bombardeada pelos nazis em 26 de abril de 1937, durante a Guerra Civil Espanhola, o que inspirou a Pablo Picasso sua famosa obra "Guernica". Em janeiro de 1973, com o título "The Great Guernica Fraud", o professor Jeffrey Hart publicou no National Review um estudo onde sustenta a tese de que bombardeio de Guernica não ocorreu. Actualmente tem aproximadamente dezoito mil habitantes.

A segunda-feira negra de Guernica.
Era uma segunda-feira, dia de feira-livre na pequena cidade da Biscaia, região norte da Espanha no País Basco. Das redondezas chegavam as suas estreitas ruas os camponeses do vale de Guernica, trazendo seus produtos para o grande encontro semanal. A praça ainda estava bem movimentada quando, antes das cinco da tarde, os sinos começaram a badalar freneticamente. Tratava-se de mais uma incursão aérea. Até aquele dia fatídico - 26 de abril de 1937 - Guernica só havia visto os aviões nazistas da Legião Condor passarem sobre ela em direção a alvos mais importantes, situados mais além, como a capital Bilbao. Mas aquela segunda-feira foi diferente. A primeira leva de aviões Heinkel despejou suas bombas sobre a cidadezinha precisamente às 16:45 horas. Durante as 2 horas e 45 minutos seguintes os moradores viram o inferno desabar sobre eles. Estonteados e desesperados saíram para aos arredores do lugarejo, onde mortíferas rajadas de metralhadora disparada pelos caças os mataram aos magotes. No fim da jornada contaram-se 1.654 mortos e 889 feridos, numa população não superior a sete mil habitantes - 40% da população local havia sido morta ou gravemente ferida. A repercussão negativa foi tão grande que os nacionalistas espanhóis trataram logo de atribuí-la aos comunistas ou libertários que lutavam na Guerra Civil Espanhola.

A Guernica de Picasso
Esteticamente quem melhor captou esse sentimento foi Pablo Picasso. Vivendo em Paris desde o início do século, já era uma celebridade quando o Governo da Frente Popular o procurou para que fizesse algumas telas para arrecadar fundos para a República. A violência e a indignação que causou o bombardeio fez com que ele se concentrasse por cinco meses numa grande tela, quase um mural (3,50 x 7,82 metros). A primeira aparição desse quadro ocorreu numa Exposição Internacional sobre a Vida Moderna em Paris, no dia 4 de junho de 1937. O público virou-lhe as costas. 

Não era algo belo de ser visto. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. Como nunca a máxima de Giulio Carlo Argan, segundo a qual a "arte não é efusão lírica, é problema", foi tão explícita quanto nessa composição de Picasso. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado em disparada, representa as forças irracionais da destruição. Na direita dele, impassível, um perfil picassiano de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo abaixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna "pietá" de Picasso. Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores. À direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, enquanto outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida. 

Hitler apoia Franco
Na realidade a tragédia começou oito meses antes, na noite de 25 de julho de 1936, quando, entre um acorde e outro de uma ópera wagneriana, Hitler decidiu-se a apoiar Franco. Na semana anterior o general espanhol havia sublevado o exército contra o governo republicano-esquerdista da Frente Popular. O Führer estava em Bayreuth para prestigiar o tradicional festival musical quando recebeu uma carta do caudilho. A solicitação era modesta. Tratava-se de saber se o governo nazista contribuiria com uma dezena de aviões de transporte e algumas armas. Hitler não hesitou. A vitória comunista na Espanha provocaria, por estímulo, a "bolchevização" da França, e seu regime ver-se-ia sitiado por ela e pela URSS de Stalin.

Devido á espantosa obra “Guernica”, e ao seu significado que percorreu todo o mundo, Picasso foi considerado como um soldado do povo, que usou o pincel como Arma de Guerra. 

A obra foi executado para o pavilhão da República Espanhola. Encontra-se actualmente exposta no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid. Para muitos esta obra é a síntese da força e da energia do artista.


:: Composição ::

Composição da Guernica
A pintura foi feita sem uso de cores, em preto e branco - algo que demonstrava o sentimento de repúdio do artista ao bombardeio da pequena cidadezinha espanhola. Claramente em estilo cubista, Picasso retrata pessoas, animais e edifícios destruídos pelo intenso bombardeio da Luftwaffe, a força aérea nazista.

Morando em Paris, o artista soube dos fatos desumanos e brutais através dos jornais - e daí supõe-se tenha saído a inspiração para a retratação monocromática do fato.

A sua composição retrata as figuras ao estilo dos frisos dos templos gregos, através de um enquadramento triangular das mesmas. O posicionamento diagonal da cabeça feminina, olhando para a esquerda, remete o observador a dirigir também seu olhar da direita para a esquerda, até o lampião trazido ainda aceso sobre um braço decepado e, finalmente, à representação de uma bomba explodindo.

Tamanho da Guernica, 3,50 metros de altura por 7,82 metros de largura.

(como podem ver na foto, comparando com uma pessoa, é uma obra enorme)

Elementos da Guernica
Existem sete grandes elementos que se destacam na obra.

Guernica com divisões de elementos

1. O Touro - O touro é suposto ser a incorporação de Francisco Franco, que é o responsável, em parte, pelo desastre que a Guernica sofreu. O touro representa também a Tourada, uma paixão que Picasso tinha desde criança.
2. A Mulher com a Criança - Esta mulher representa a exaustão, a dor e o sofrimento. Foi tirada originalmente de uma escada com o bebé, simbolizando estar a tirar Jesus da cruz.
3. Soldado Caído - Representa todos os soldados que foram assassinados no bombardeamento.
4. O Cavalo Ferido - O cavalo tem uma ferida no estômago, que demonstra, ser um animal forte e que tenta sobreviver ás feridas que lhe foram causadas. Mostrando que todas as pessoas que sofreram com o bombardeamento, devem ser fortes e resistir.
5. A Mulher com a lâmpada - Esta mulher simboliza a luz na escuridão de tudo o que esta pintura representa. Ela pode ser considerada como a justificação.
6. A Mulher a Correr – É uma mulher muito bonita e esperta mas que está na verdade a chorar  porque está condenada a viver uma vida infeliz.
7. A Mulher a Arder – Uma mulher queimada viva, simbolizando os edifícios que em instantes foram queimados, que parecendo tão resistentes, foram em instantes destruídos.

Existem também outros elementos mais pequenos, mas com grande importância para a mensagem que o pintor tenta transmitir.
A Pomba – Significando Paz, Picasso ficou indignado com aqueles acontecimentos, e zela pela paz.
Flor – Algo que é frágil mas que consegui sobreviver a uma calamidade.
Luz / Lâmpada – Esperança, uma luz (esperança) que existe em toda aquela escuridão (calamidade).

Picasso utiliza o objecto “cabelo” para diferenciar o Homem da Mulher, utilizando cabelo na Mulher, e não utilizando cabelo no Homem.


:: CURIOSIDADES E FOLCLORE ::

Curiosidade e Folclore
Conta-se que, em 1940, com Paris ocupada pelos nazis, um oficial alemão, diante de uma fotografia reproduzindo o painel, perguntou a Picasso se havia sido ele quem tinha feito aquilo. O pintor, então, teria respondido: "Não, foram vocês!". 

Na parte central (inferior direito) do quadro, a pelagem do cavalo mutilado é retratada com pequenos traços verticais. Picasso teria começado a fazê-las, mas quem as terminou teria sido sua esposa, pois o artista teria dito que davam muito trabalho. 

O quadro, transferido para Nova York durante a II Guerra Mundial, recebeu do pintor a ordem de que apenas quando a Espanha natal fosse um país democrático poderia para lá ser transladada. Ficou sob a guarda do Museu de Arte Moderna de Nova York - MOMA. Isso ocorreu apenas a 9 de Setembro de 1981, sendo Guernica retirada do MOMA rumo a Madrid. Tinha chegado ao final a peregrinação da obra a que chamavam os espanhóis de "el último exiliado". 

Uma Guernica à Portuguesa
Na semana  anterior ao dia de Páscoa do ano 2007, no refeitório do Colégio de Calvão, em Vagos,  nasceu para o Mundo  “Uma outra Guernica”. 

Uma ideia começada nas aulas da disciplina de Desenho (Ensino Secundário), no final do período, e desenvolvida e concretizada nestas férias escolares da Páscoa.


André Sesta, Alexandre Claro, alunos do 12º ano do Curso de Artes Visuais, e o Professor  Carlos Jesus, pegaram na “Guernica” original, e com algumas alterações ao nível do desenho, introduziram sorrisos ás pessoas e cores.

Mantendo o tamanho do original, foi dividida em quatro partes, para melhor transporte, este trabalho esteve exposto na Conferência Mundial dos Direitos Humanos em Lisboa, na Semana Cultural de Vagos, e no Fórum CIVITAS, na Universidade de Aveiro, em Maio regressou ao Colégio, para que todos os que quiserem a possam  apreciar.


:: SOBRE O ARTISTA ::

Sobre o Artista
Pablo Ruiz Picasso (Málaga, 25 de Outubro, 1881 — Mougins, 8 de Abril, 1973) foi reconhecidamente um dos mestres da Arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque. Diz-se que levou toda a sua vida a saber pintar como uma criança. (A criança expressa-se pela necessidade que tem de se expressar e pelo prazer que isso lhe dá; tal como respira porque tem necessidade, sem que alguém se preocupe em fazer qualquer juízo sobre isso.)

Nasceu na Málaga (Espanha) e recebeu o nome completo de Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno Maria de los Remedios Cipriano de la Santissima Trinidad Ruiz y Picasso.", filho de Maria Picasso López e José Ruiz Blasco,pintor e professor de desenho.

Os desenhos de infância de Picasso representavam cenas de touradas. Sua primeira obra preservada era um óleo sobre madeira, pintada aos oito anos, é chamada O Toureiro. Picasso conservou esse trabalho toda a sua vida, levando-o consigo sempre que mudava de casa. Anos mais tarde pintou outro quadro semelhante, A morte da mulher destacada e fútil. Picasso está feliz, zangado e rebelde. Este quadro é claramente uma expressão injuriosa da sua relação com a mulher.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Picasso continuou a viver em Paris durante a ocupação alemã. Tendo fama de simpatizante comunista, era alvo de controlos frequentes pelos alemães.

Entretanto, existem outras histórias a respeito da origem do quadro. Segundo consta , Picasso teria recebido uma proposta francesa para fazer uma obra que retratasse o bombardeio a Guernica. Como estava indisposto para o trabalho, teria usado um quadro que teria feito em homenagem á um amigo toureiro morto numa tourada , mudando apenas o nome da obra para Guernica , em referência á cidade.

Algumas Citações do Artista:
 "Ser contra um movimento é ainda fazer parte dele". 
 "Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte." 
 "Não se pode fazer nada sem a solidão." 
 "Se sabemos exactamente o que vamos fazer, para quê fazê-lo?" 
 "Quando dizem que sou demasiado velho para fazer alguma coisa, procuro fazê-la em seguida." 
 "A inspiração existe, mas tem que te encontrar trabalhando." 
 "Quando eu tinha 15 anos sabia desenhar como Rafael, mas precisei uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças" 
 "Leva-se muito tempo para ser jovem." 
 "Nunca conseguirás convencer um rato de que um gato traz boa sorte." 
 "Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol." 
 "Quando vier a inspiração, que me pegue trabalhando." 
 "Se apenas houvesse uma única verdade, não poderiam pintar-se cem telas sobre o mesmo tema." 
 "Um pintor é um homem que pinta o que vende. Um artista, por sua vez, é um homem que vende o que pinta." 
 "Eu não procuro, eu acho." 
 "Eu não aprimoro, eu sou." 
 "Eu não falo tudo, mas pinto tudo." 
 "A pintura não foi feita para enfeitar paredes. A pintura é uma arma, é a defesa contra o inimigo." 
 "Minha mãe me dizia: "Se queres ser um soldado, serás general. Se queres ser um monge, acabarás sendo Papa." Então eu quis ser um pintor e agora sou Picasso." 
 "A qualidade de um pintor depende da quantidade de passado que carrega consigo." 

Algumas obras do artista
Auto-retrato, 1899 
Absinto (Rapariga no café), 1901 
La mort de Casagemas (A morte de Casagemas), 1901 
Mère et enfant - La Maternité - Mère tenant l'enfant (A Maternidade), 1901 
Vieux guitariste aveugle (Velho guitarrista cego), 1903 
Des pauvres au bord de la mer (Miseráveis diante do mar), 1903 
La vie (A Vida), 1903 
Mulher passando a ferro, 1904 
Auto-retrato com capa, 1905 
Garçon à la pipe (Rapaz com cachimbo), 1905 
Fernanda com um lenço preto, 1905-1906 
Vasilhas, 1906 
Mulher com leque, 1907 
Jovem nu (Jovem rapaz com braços levantados), 1907 
Les Demoiselles d'Avignon, 1907 
Banho, 1908 
Três Mulheres, 1908 
Composição com crâneo, 1908 
Garrafa, jarra e frutas, Verão de 1909 
Vaso sobre a mesa, 1914 
Mulher loira, Dezembro de 1931 
Guernica, 1937 
Dora Maar au chat, 1941 
O tomateiro, 7 de Agosto de 1944 
Mulher sentada num cadeirão, 12 de Dezembro de 1960 
Lagosta e gato, 11 de Janeiro de 1965 
Arlequim com baton, 12 de Dezembro de 1969 
Busto de mulher, 27 de Junho de 1971

Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases. Entretanto, são mais nítidas a fase azul, que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres, e a fase rosa em que pinta acrobatas e arlequins. Depois de descobrir a arte africana e compreender que o artista negro não pinta ou esculpe de acordo com as tendências de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Les Demoiselles d’Avignon começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Melhor do que Falecer com Ricardo Araújo Pereira



Estreia a 14/Abril na TVI depois do «Jornal das 8». Os links para os episódios serão postados aqui para não perder nenhum dos programas.

Facebook: https://www.facebook.com/melhorquefaleceroficial
TVI: http://www.tvi.iol.pt/melhor-do-que-falecer

Genérico oficial


Episódios:
1 - Mandem-se dos andares; Dramas que crise abafa: O meu filho visto por trás parece uma velha
2 - Chapéus da Martins e Filhos; Teologia da Calosidade: Um santo vivo
3 - Conselho de ministros a ser escutado; Às vezes acontecem coisas giras: O meu filho tem um castanheiro enfiado no rabo
4 - O meu animal de estimação só lhe falta realmente falar: A amêijoa de nome King; Introdução ao estudo do empregado de snack-bar
5 - Cidadãos que apoiam boas causas por serem energúmenos: Sou contra trabalho infantil; Sr. Primeiro Ministro, eu ganhei o Audi na Fatura da sorte e não sei abrir o capô; Crises de Fé do Padre Morais: Devia ter feito baratas grandes para comer o lixo
6 - Portugueses do catano: O maior empresário de jogadores do Seixal
7 - Debate: Afinal o avião da Malásia estava enfiado no meu sofá; Ideias para salvar Portugal: Individo que quer dominar o mundo
8 - Histórias do avô Alfredo: Era uma vez uma história de um menino que era muito estúpido; Um animal inventado «Sinupe» que é tipo um cabrito mas que já está assado
9 - Profissão: Gnomo, umas das profissões mais belas do Natal mas uma das mais ignoradas; É do FMI? fala Nossa Senhora
10 - Maria do Céu Guerra: Eu até acredito que a liberdade possa ser uma coisa boa
11 - No Hospital de Santa Fernanda suturamos com fio de pesca e o Sherife lambe as feridas; Grandes Aventuras: Idalína conta que a sua filha é melhor para comer pelos canibais
12 - Por-tu-gal! Por-tu-gal! O homem que confecciona o arroz de William Flengersmens, Secretário pessoal do assistente do realizador do último vídeo clip de Jennifer Lopez; Avisamos de Fátima que o Vaticano não validou: Os três Pasteurizadorezinhos de Fátima
13 - Abriu a época do caracol na Acrópole
14 - Apontamentos Sr. Américo: Resumo dos Maias; Lazer e tempos livres: O caso de Gabriel Proença que gosta de mini-terrorismo.
15 - Apontamentos Sr. Américo: Resumo dos Lusíadas; Senhor que sofre de bullying no local de trabalho e que é escarnecido pelos colegas.
16 - As mais belas doenças da atualidade: Fala inteligente; História da filosofia em folclore: Immanuel Kant.
17 - Histórias de Amor: Frei Lourenço conta uma história trágica na OviBeja tipo Romeu e Julieta.
18 - Campeonato Nacional das Histórias Mais Tristes: A morte de meu avô.
19 - Ilusionismo com o Primeiro Ministro e a sua partenaire, a Ministra das Finanças; Cidadãos que apoiam boas causas por serem energúmenos: Eu sou a favor da escolaridade obrigatória porque o meu filho anda a mandar emails a fingir que é um príncipe da Nigéria.
20 - Cultura? Sim, se faz favor; Saída limpa... diz o Primeiro Ministro.
21 - O drone da Marinha que falhou o lançamento; Algo de muito bom: A vida fascinante de José Luís Mendonça que é o melhor indevido a lavar automóveis da Península Ibérica, à chapada nas trombas.
22 - Sr. Primeiro Ministro vimos você num barquinho; Rábula sobre Ordenamento do Território! Sou de Moimenta e nunca serei de Travanca.
23 - Mestre Serafim Fernandes, um dos homens mais sábios de Portugal.
24 - Empregado de bar provoca adepto do Benfica depois da derrota na Liga Europa; O segredo para ganhar o festival da canção com as duas minhas filhas barbudas.
25 - Nova modalidade de caça vegetariana.
26 - Dramas da vida real: História de um pai que leva o seu filho ao jardim zoológico ver os golfinhos.
27 - No trânsito a ser incomodado por um administrador de um banco; Portugueses Extraordinários (passe o pleonasmo): O maior especialista mundial em vasilhame.
28 - Aterragem de emergência, tripulante não deu a devida atenção ás indicações de segurança da hospedeira; Grande entrevista: Secretário de estado para a competitividade e desenvolvimento fala sobre soluções sustentáveis para Portugal, vender as velhas para o estrangeiro.
29 - Osvaldo Fonseca o Hilton Português vai facturar 30 mil euros a arrendar o barracão da palha a turistas espanhóis; Viagens no tempo: Entrevista ao único português que terá emprego.
30 - A Troika lá se foi embora e ficámos logo melhor. Indisposições de Estômago Muito Engraçadas: Animais invertebrados com exsoesqueleto quitinoso, fiquei transformado em barata.
31 - Agente da GNR captura Manuel Palito na sua própria casa.
32 - Um professor da geração street mais nova. Grandes desastres portugueses muito superiores a grandes desastres estrangeiros: O naufrágio superior ao Titanic.
33 - A sinceridade afasta as pessoas, tu és uma ovelha?. Forças armadas, As grandes questões: A Marinha comprou um submarino de 500 milhões de euros mas não têm dinheiro para o combustível. 
34 - Grandes nomes da música dos quais o país nunca ouviu falar: Ezequiel Rodrigues. 
35 - Três amigos discutem as eleições, quais eleições? mas houve eleições?. O estatuto de alguns víveres é uma situação polémica: saber que víveres são refeição ou petisco. 
36 - Uma auditoria revelou irregularidades numa importante holding da instituição financeira, de quem é a culpa?. Grandes marcos da história: O primeiro homo sapiens.
37 - Barulhos que não se podem fazer no elevador. Questões sobre urbanismo e porque não existe uma ciclopvia em Lisboa.
38 - Irmão gémeo no útero exige renda. Dono leva o seu dragão a uma clínica.
39 - Experiência de quase morte do coveiro Olimpio.
40 - Canja para mim é com miudeza. Rodolfo foi eleito o homem que não se lembra de nada no concurso mundial das pessoas que se esquecem de coisas.
41 - Jorge Jesus dá dicas para jogar futebol na PlayStation e como fazer o jogo de cintura. Histórias de Falangetas: O carpinteiro que conta uma história pela luta pela dignidade.